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21ª sessão da Câmara de Três Lagoas

Com assinatura de 13 vereadores, foi instaurada, na Câmara Municipal de Três Lagoas, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de que servidores públicos municipais estariam roubando combustíveis e peças automotivas da prefeitura, conforme teria sido divulgado nas redes sociais de um outro servidor comissionado, e que a administração estaria se omitindo na apuração dos fatos. A questão foi trazida ao plenário, pelo vereador Davis Martinelli, na semana passada, e hoje apresentando o requerimento de solicitação de criação da CPI.

De acordo com Davis Martinelli a solicitação se justifica porque os vídeos foram divulgados e ele apresentou as denúncias já na semana passada e não houve providências do Executivo. Segundo afirma, a CPI requerida tem por objetivo apurar porque o Executivo não ter apurou os reflexos negativos ao erário, ou seja, pelo indício de que o prefeito Ângelo Guerreiro teria conhecimento das denúncias e teria se omitido de tomar providências.

O pedido de abertura foi protocolado durante a sessão, sendo que houve interrupção dos trabalhos para efetivar o requerimento. Os vereadores aprovaram a inclusão do requerimento na pauta, posteriormente.

Com o acolhimento do pedido de CPI, o presidente da Câmara, André Bittencourt, determinou que, na próxima sessão, os blocos partidários indiquem os nomes dos integrantes da comissão. Durante as falas na tribuna, alguns vereadores da base do prefeito argumentaram que no dia 28 de junho foi aberto processo administrativo para apuração das denúncias feitas pelo servidor Helmar de Souza Castilho, em suas redes sociais. Assim, de acordo com eles, não haveria justificativa para abertura de uma CPI.

Após a formação da comissão, haverá um prazo de 90 dias para que seja produzido relatório sobre os fatos apurados.

Aprovação
Durante a 21ª sessão ordinária, ainda foram aprovados dois projetos de lei. O de número 82, de autoria do vereador André Bittencourt, garantiu o título de utilidade pública para a Associação do Shopping Popular de Três Lagoas. Comerciantes acompanharam a votação.

Já o projeto de lei nº 112, de autoria do Executivo tramitou em regime de urgência especial e vai autorizar a prefeitura a regulamentar a construção, funcionamento, administração e fiscalização dos cemitérios e serviços funerários no município.

Os vereadores também aprovaram o relatório da comissão de investigação (CI) que apurou denúncias de irregularidades no processo seletivo para contratação de professores para a rede municipal de ensino. O relatório pede o arquivamento da denúncia, entendendo que a prefeitura tomou as medidas necessárias para correção do edital e das possíveis irregularidades. Participaram da CI os vereadores Sirlene dos Santos Pereira, Davis Martinelli e Marcus Bazé.

Plano de segurança
Ainda na sessão desta terça-feira, o comandante do 2º Batalhão da PM, major Ênio de Souza, usou a tribuna livre para apresentação do plano de defesa do município contra a modalidade de crime em bando, que vem sendo praticada no Brasil e que é conhecida como Novo Cangaço. O objetivo do plano é promover uma integração entre as forças policiais e a sociedade civil organizada, como meio de garantir a segurança comunitária e combater este meio de atuação que tem aterrorizado cidades inteiras, já que o bando barra a reação policial, isolando os quartéis da PM, enquanto outro grupo rouba bancos, caixas eletrônicos e até resgata presos.

Para isso, foi apresentado um verdadeiro raio-X do Novo Cangaço, seja na forma de organização hierárquica, até o modo de operação, fuga e lavagem do dinheiro adquirido nas ações.

A PM pretende ordenar ações previamente, entre si e a sociedade, criando uma rede de apoio que visa quebrar o planejamento feito pelos criminosos e evitar confrontos em áreas que possam afetar a comunidade do entorno.

Como resposta, foram citadas medidas já adotadas pela PM, como a criação de um canil e de reuniões com setores econômicos presentes no município. A ideia, segundo o comandante, é evitar situações de crise, como já ocorreu nas cidades de Paranaíba, Sonora, Coronel Sapucaia e Chapadão do Sul. “As forças ficam de mãos atadas por não ter planejamento. O sucesso depende da integração”, defendeu.

Por Assessoria da CMTLS

 

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