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6ª Semana de Celulose e Papel da ABTCP em Três Lagoas dá enfoque a novas tecnologias no segundo dia de apresentações

A palestra que abriu o Painel Novas Tecnologias, do segundo dia da programação da 6ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas — promovida pela ABTCP na fábrica da Eldorado Brasil durante os dias 28, 29 e 30 de agosto — foi concedida por Tercio Bicudo, coordenador da área de Assistência Técnica da Xerium. Ele enfatizou a necessidade de controlar e otimizar a drenagem ao longo da seção de formação e prensagem, em busca de melhoria de performance das máquinas de papel e celulose, e descreveu técnicas e produtos desenvolvidos para otimizar a remoção de água na parte úmida das máquinas e levar ao aumento da eficiência e produtividade.

Em seguida, Luiz Leonardo da Silva Filho, diretor de Vendas da Kemira Chemicals Brasil, palestrou sobre produtos inovadores que atuam na etapa de branqueamento da polpa celulósica e permitem um aumento de performance do processo. Para ele, a relevância do tema encontra-se na necessidade de retomar os estudos na área, bem como elevar a qualificação dos produtos químicos a serem aplicados no processo.
Danyella Perissotto, da área de Engenharia de Processos da Unidade Limeira da Suzano Papel e Celulose, elencou as novas e mais eficientes tecnologias no processo de fabricação de celulose, incluindo insumos, controles avançados, medições online, mostrando os respectivos benefícios promovidos à eficiência do processo. Já a palestra de Flávio Henrique Oliveira, executivo de Contas da Solenis Especialidades Químicas, detalhou tecnologias recentes voltadas à melhoria de performance da máquina de papel, bem como a melhoria da qualidade do papel e redução de químicos.

Vinicius André Herreira, engenheiro de Serviços da Albany International, apresentou um estudo sobre a ocorrência de delaminação da folha de celulose durante o processo de secagem. “Este tipo de problema provoca quebra da folha na máquina de secagem e, consequentemente, acaba onerando bastante as empresas devido à perda de produção. Cada interrupção pode custar até três horas da produção da máquina de secagem, o que pode levar à redução de produção da fábrica, dependendo do nível da torre de estocagem de celulose”, frisou. Herreira abordou alguns aspectos da matéria-prima e do processo que contribuem para esse tipo de problema e listou os principais tipos de formadores do mercado, com seus diferentes conceitos e tipos de delaminação, citando ações relatadas pelo mercado para solucionar tal contratempo.

O tema abordado por Iván Raúl Herrera Rosa, gerente de Tecnologia da Buckman Latin America, foi o uso da tecnologia sonar para medição do ar incluso na massa. Ele explicou que se trata de variável conhecida há tempos pela indústria de papel e celulose, embora sua medição e, principalmente, seu controle ainda sejam falhos ou até inexistentes nas fábricas atuais.

Encerrando as palestras do dia, Fernando Alves Abreu, operador de digestor contínuo da Fibria, discorreu sobre a produção do Kappa 21 na descarga do digestor, detalhando os parâmetros operacionais para atingir alto Kappa e uma baixa taxa de rejeitos. O palestrante revelou dados do projeto Horizonte 2 e fez comparativos entre as linhas 1 e 2 da Unidade Três Lagoas da Fibria, exemplificando as vantagens obtidas a partir das principais alterações operacionais realizadas.

Sobre a empresa

A ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel – é uma entidade comprometida com o desenvolvimento técnico dos profissionais da cadeia produtiva do setor de base florestal e com a evolução da competitividade das empresas atuantes neste segmento. É uma das instituições técnicas mais respeitadas do mundo em sua área de atuação, tendo conquistado título de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público –, pela comprovação do valor gerado em capacitação e informação de alto nível ao mercado.

Editora de livros e periódicos, a ABTCP mantém ainda parcerias com institutos de pesquisa e universidades que são referências em formação e informação especializadas e está à frente de definições técnicas essenciais ao setor de base florestal, como revisões das NR12 e NR13; Programa Brasil Maior; Normalização Setorial; e Políticas Nacionais de Resíduos Sólidos (PNRS) e de Recursos Hídricos (PNRH), entre outras questões importantes a uma indústria que se desenvolve ano a ano no Brasil. Incentiva debates permanentes sobre soluções de melhoria aos processos produtivos, por meio do trabalho de suas Comissões Técnicas e capacita mais de mil profissionais anualmente, promovendo o intercâmbio técnico e o relacionamento entre empresas e profissionais. Nosso objetivo, a partir da excelência operacional e de Recursos Humanos, é promover a sustentabilidade com inovação.

 

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