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Dr. Labib Jorge Tabox Neto o “Amor” pelo SAMU

Dia 18 de outubro, Dia do Médico e o ArapuaMS destaca o trabalho do Coordenador Médico do SAMU – Dr. Labib Jorge Tabox Neto de 31 anos que faz a diferença em Três Lagoas e região, nos salvamentos diários em prol da nossa população, médicos esses que são nossos anjos.

Desde sua infância que Dr. Labib Jorge Tabox Neto tinha um sonho em fazer parte da equipe de salvamento do SAMU, filho de Labib Jorge Tabox Junior (pecuarista) e Jonilmar Coelho de Freitas.

Dr. Labib nasceu em Três Lagoas em 26 de setembro de 1988, numa família tradicional da cidade, onde estudou na Escola Estadual Fernando Correia até o primeiro ano do colegial, em seguida em Araçatuba no COC, conheceu sua esposa Mariana Bonagil Tabox e constitui uma família com as filhas Maria Luisa e as gêmeas Valentina e Helena e se formou no Unoeste em Presidente Prudente, atualmente o médico vem Coordenando os médicos do SAMU em Três Lagoas, vamos conhecer a história desse jovem medico, que diariamente está salvando vidas juntamente com sua equipe do Samu.

ArapuáMS: Como foi sua infância aqui em Três Lagoas?

Dr. Labib: Minha infância sinceramente foi àquela infância boa ainda na época, sempre estudei na parte da manhã, foi uma experiência já que o Fernando Correia era considerado uma das melhores escolas publica dentro de Três Lagoas, a gente conseguiu vaga, apesar de que ter morado longe, eu ia de bicicleta para escola, onde fiz até o primeiro ano do colegial, então ia para o colégio na parte da manhã, a tarde no horário do almoço, almoçava e mal dava tempo de fazer digestão e já queria ir à rua brincar né. Olha,

ArapuáMS: Você brincava do que naquela época?

Dr. Labib: Gostava muito de bicicleta e falar que assim fazer bagunça né, fazer rolo, pegava a bicicleta andava com os colegas, ia para a lagoa ficava conversando, jogando bola, bete; era aquela infância boa, gostosa de se fazer, pegava aquele momento fazia aquele carrinho de rolimã, descer, morava aqui na descida da Lagoa, praticamente umas das únicas baixadas que devia ter em Três Lagoas, que era a antiga Mirim, que é o centro cultural, a gente fazia carinho de rolimã e subia lá em cima, um ficava segurando um do lado e do outro para ficar, um delicioso carinho de rolimã.

ArapuáMS: E o futebol? Já foi para essa área também? Jogava futebol nessa época?

Dr. Labib: Sempre fui um péssimo jogador de futebol, mas a gente brincava só para arrancar os tampões dos dedos, como todo mundo já arrancou um tampãozinho de dedo jogando na rua né? Colocava o chinelinho ali na rua, fazia os golzinhos era muito bom.

ArapuáMS: Sente falta desse momento? dessa infância?

Dr. Labib: Sinto, eu tento, mas esse momento me faz tanta falta que às vezes eu tento aproximar a minha antiga infância a infância das minhas filhas, tirar mais da televisão, do celular, do tablet, influenciar mais nas brincadeiras de corrida, futebol, alguma coisa que faça as crianças se movimentar como era antigamente.

ArapuáMS: Seus pais naquele momento, como eram com você?

Dr. Labib: Meus pais sempre foram pessoas muito presentes, são pessoas sensacionais, desde minha infância e até hoje são presentes na minha vida, o tempo inteiro, constantemente. Meu pai e minha mãe só tenho que levantar a mão para o céu e agradecer, vocês são pessoas fantásticas, sempre estiveram em minha vida, apoiaram e me motivaram.

O que você deixa de mensagem seus pais, aproveitando esse momento de sua infância que está relembrando?

Dr. Labib: Ah. eu só tenho a agradecer, muito obrigado pela educação, pelo carinho, pelo amor que vocês se dedicaram, tudo que aprendi estou passando para frente. Obrigado Pai e Mãe.

Continuando, no segundo ano do colegial fui morar em Araçatuba, por que foi um pedido que eu fiz ao meu pai, é… Eu queria estudar em uma escola que me oferecesse um maior ângulo, para eu conseguir prestar um vestibular, conseguir passar direto na faculdade de Medicina.

ArapuáMS: E depois desse processo que você foi a Araçatuba, e você tentou em qual faculdade?

Labib: Fiquei dois anos em Araçatuba, fiz o segundo e o terceiro ano do colegial em Araçatuba, no sistema de ensino COC, no final do meu terceiro ano, prestei vestibular em quatro faculdades, Uni Castelo aqui em Fernandópolis, Barão, em Ribeirão Preto, UniMar em Marilia e em Prudente na Unoeste.

ArapuáMS: Das 4 faculdades qual foi a escolhida?

Dr. Labib: Muito ligado à família, muito grudado com o pai, mãe, Fernandópolis era uma faculdade recém-aberta ainda, não tinha um renome muito grande, apesar de ter uma estrutura muito boa, mas optei por não ficar, fui avaliar a parte de Marília, Marilia também era uma distância muito grande,  mas assim, como também Ribeirão Preto ficava muito distante para mim e eu tinha meu tio que foi uma das pessoas que até eu me espelhei bastante, meu tio ele é medico foi praticamente o único médico da família, Marcos Vinicius Tabox,  formado em medicina na quarta turma em Presidente Prudente na Unoeste,  hoje ele é oftalmologista, está morando em Florianópolis, um excelente profissional, e hoje observo como um praticamente um referência para mim e foi a onde consegui me guiar através dele, segui seus passos, em 2009 fui para Presidente Prudente na Unoeste, fiz minha faculdade, já estava casado com uma filha, com o conceito um pouco diferente , onde terminei em 2015.

ArapuáMS: E como era sua vida, seu dia a dia nessa faculdade ainda mais com família?

Dr. Labib: A rotina de faculdade de medicina é uma coisa assim em alguns momentos você fala que é uma coisa insana, um período integral muito puxado, você tem muitas vezes as aulas da sete às onze, e um pouco mais tarde, com pouco tempo de horário de almoço, menos de uma hora às vezes, Uma hora da tarde já começa a segunda bateria de aula, quando você concluía às vezes lá quatro, cinco, seis horas da tarde ai acabou o primeiro turno, a próxima etapa é em casa, acabar de organizar as matérias que você viu no dia a dia para você às vezes conseguir relembrar, era muito conteúdo para você deixar acumular e deixar lá para o final.

ArapuáMS: Você gostava do que estava fazendo nesse momento?

Dr. Labib: Eu me apaixonei pela medicina, bem no começo falando assim, o estudante de medicina que nunca falou assim primeiro ano o que estou fazendo aqui, você fica perdido, você chega lá e vai entender… o que  realmente é a medicina, tive um prazer de ter a primeira aula com um professor que ele foi um dos participantes do livro de Anatomia  Yokoshi, a primeira aula foi a respeito o bastão de Asclépio, para você entender da história da medicina, em seguida a primeira aula de anatomia, vamos descer para o laboratório e foi meu primeiro contato com um cadáver, com as peças a serem estudas, eram ossos ainda primeiramente, mas você não tem aquele costume.

ArapuáMS: Você já se assustou de imediato?

Dr. Labib: Eu fiquei impressionado, a primeira vez não há quem fiquei impressionado em ver aquela questão, mas depois vira um costume, uma rotina, que parece na verdade que está estudando aquilo que já foi preparado, já foi proposto, já foi projetado para você estudar.

ArapuáMS: Porque você escolheu a Unoeste entre as quatros? O que tinha de diferente das outras?

Dr. Labib: Primeiro infraestrutura muito boa, tinha um hospital que era referência, com contato com praticamente todas as áreas, todas as patologias e conseguiria sair de lá um excelente profissional, fora o copo docente, que sempre foi um corpo docente, professores conceituados, es de fora, alguns são professores de lá, para mim uma excelente faculdade, infraestrutura sensacional, apesar de ser uma faculdade particular eu fui bolsista.

ArapuáMS: Dr. Labib, conta um pouco para gente, que momento, que ano você terminou sua faculdade e como foi esse último ano?

Dr. Labib: Na verdade minha faculdade inteira foi bem difícil, casei muito jovem, tinha dezoito anos e minha esposa tinha dezessete, e já estava gestante, nossa filha Maria Luísa nasceu 3 meses antes de começar a faculdade em 2009, então para a gente que já era um casal jovem, e com um filho.

Já era casado, já tinha minha filha, tinha três meses, praticamente três a quatro meses, a gente começou a faculdade, é uma fase difícil, principalmente iniciando uma família, iniciante uma casa e ainda tocar uma faculdade de medicina, mas graça a Deus conseguimos, não foi fácil, financeiramente, mentalmente e psicologicamente. A faculdade de medicina já é uma coisa muito pesada, e chegar em casa e ter rotinas de pai, marido, ter que organizar toda parte da casa, e ainda tinha que estudar.

ArapuáMS: Foi uma época bem difícil para você.

Dr. Labib: Foi, foi bem corrida até ali no meu terceiro, quarto ano quando ingressei no quinto ano, nos optamos por tentar fazer o próximo filho, e foi quando veio a notícia que não eram um, e sim dois, eram gêmeos. Duas meninas Valentina e Helena, só tenho menina, só mulher na minha vida.

ArapuáMS: Quando que você ficou sabendo que era gêmeas?

Dr. Labib: Eu só conseguia dar risada, em choque, minha mulher só chorava coitada, ela se assustou bastante no primeiro dia, mas a gente foi se acostumando com a ideia, não tinha história na família, e ninguém com experiência com gêmeos, você fica assustado, dois de uma vez, aquela situação, nossa senhora e a gente nunca teve baba e sempre nos que cuidamos das nossas filhas, ser pai e mãe presente e estar sempre junto, ajudar na escola, nas atividades, educação e tinha nossas tarefas também, porque na faculdade não tinha dinheiro, é aquela coisa universitário é quebrado, então dependia das ajudas de ambos os pais então não tinha empregada era somente nos, então tínhamos que nos cuidar, graças a Deus sempre consegui e batalhando passando dos anos, nunca consegui pegar exames, sempre consegui passar direto, nunca carreguei nenhuma dependência na faculdade, porque o tempo que tinha faculdade durante o dia, chegava em casa  tinha minhas obrigações como pai, marido, e conseguia estudar só de madrugada, meu momento de estudo era depois que todos dormiam, então estudava até geralmente duas horas da manhã e dormia das duas até às seis da manhã, acordava e ia para faculdade e começava a rotina tudo de novo.

ArapuáMS: E seu último ano de faculdade como foi?

Dr. Labib: Meu último ano foi assim, na verdade não são o último, são os dois últimos que são o internato que são as fases que você aprende muito. É onde você fica exclusivamente dentro do hospital, aprende todos os procedimentos, aprende muito, estuda, você tem contato com tudo que você quer com tudo que você precisa e fora os bons ensinamentos dos próprios dos professores, que são pessoas que estão te passando experiências, conhecimentos,  o que você vai precisar para o teu futuro,  o último ano realmente foi duro, por ter três filhas pequenininhas e ainda associar a faculdade com as crianças. Acorda a anoite, vira aquela confusão, às vezes saia de casa e minha mulher Mariana Bonagil Tabox cuidava das meninas sozinha.  Para eu estudar, consegui fazer a prova, passar e ir bem nas atividades, minha grande companheira, sempre do meu lado, praticamente assim, nós estamos juntos há treze anos é um companheirismo muito grande, sempre batalho comigo, me apoia, me incentiva, às vezes é alguma loucura, mas ela fala: faz, estou com você, tenho certeza que vai dar certo, ela é uma das pessoa que batalhou junto comigo o tempo inteiro.

Minha esposa Mariana Bonagil Tabox sempre esteve comigo em todos os momentos, sempre esteve junto comigo, batalhou comigo, fomos para uma cidade diferente, ela praticamente virou a vida dela de cabeça para baixo e sempre me incentivou, nós temos um laço, um carinho, um amor muito grande, onde a gente em todos os momentos estamos juntos e ela para mim, foi primordial, foi meu braço direito, minhas pernas, foi praticamente meu tudo.

Eu conheci minha esposa na minha juventude, naqueles bons tempos de Três Lagoas Club, conheci minha esposa numa tarde, quando jogava tênis, vi aquela moreninha baixinha, na piscina, e falei aquela morena ali tem que ser minha. Começamo-nos a namorar depois desse tempo, uns três anos depois nos casamos.

ArapuáMS: Aproveita esse momento agora para falar do sentimento que você tem por ela, por todo esse momento que esteve na sua vida, desde seus dezoito anos, que vocês se juntaram, casaram e constituíram a família.

Dr. Labib: Amor obrigado por todo seu apoio e seu incentivo, você é uma pessoa que sempre esteve junto comigo, incentivou, apoiou, muitas vezes eram loucuras, mas mesmo assim você estava junto comigo, obrigado por ser essa esposa tão maravilhosa, dedicada e principalmente por ser essa mãe fantástica, dedicada e carinhosa, muito obrigado mesmo, te agradeço e tenho certeza que nossas filhas também vão te agradecerem.

ArapuáMS: Dr. Labib, em que momento você terminou a faculdade, e falou agora eu tenho que trabalhar?

Dr. Labib: Olha a minha faculdade, para ser bem sincero, eu não tinha dinheiro nem a formatura, então quando recebi minha colação de grau, no dia seguinte já estava arrumando minha malas para voltar para Três Lagoas, o lugar que nasci, me criei, só sai para estudar, minha vontade era de sempre continuar morando aqui, minha cidade natal,  sou para apaixonado por Três Lagoas, me sinto bem aqui e queria voltar de qualquer forma, como sai na colação de grau numa quinta-feira, e sexta feira já estava aqui, nem minha formatura participei, isso foi em 2014.

Eu retornei a Três lagoas, dois dias depois já estava dando entrada no meu CRM, um dia depois já havia sido contratado, graça a Deus.

O primeiro lugar que fui trabalhar foi no Hospital da CASEMS, que comecei minha vida e rotina de médico.

ArapuáMS: E como era sua rotina?

Dr. Labib: Olha era prolongada, exaustiva, muitas vezes trabalhava doze, vinte e quatro,  trinta e seis, até quarenta e oito  horas de plantão ininterrupta, logo que surgiram vários convites,  e foi quando me convidaram para trabalhar na UPA de Três Lagoas, comecei a trabalhar na UPA, por mais um ano, consorciando esses plantões, de seis meses, mais ou menos um ano trabalhando entre o hospital da CASEMS e o UPA.

ArapuáMS: Como é a vida do profissional dentro do UPA, como que é o dia a dia?

Dr. Labib: Olha é exaustivo, cansativo, um volume muito grande de atendimento, muitas vezes a pessoa chega, e aquela dor do paciente, você sente que aquela pessoa está precisando, sentindo dor, e você quer melhorar a vida dela, você quer tentar ajudar, mas de certa forma isso também é uma carga psicológica muito grande, então assim,  não é tanta exaustão física é mais uma exaustão mental , o psicológico machuca bastante na parte de quem trabalha na UPA, uma carga volumosa de  atendimento, são muitas pessoas que precisam  ser atendidas, muitas em estado grave de saúde.

ArapuáMS: Conta um momento que te emocionou trabalhando na UPA.

Dr. Labib: Todos, não tem um dia especial, todos os momentos que você trabalha na UPA, você está vendo alguma coisa diferente, muitas coisas as vezes que não estavam nem no livro, e nunca ninguém te avisou que isso iria acontecer.

ArapuáMS: Uma dessas coisas?

Dr. Labib: Agressão, estupro, estupro de criança, acidente grave, paciente critico, não vou formalizar em uma situação, por que são muitas que acontecem, e não teve uma que não me chamou mais a atenção, todas chamaram a atenção.

ArapuáMS: Senti nesse momento muita emoção, que um médico que aprende na teoria, na faculdade, quando chega na realidade é outra?

Dr. Labib: É bem diferente as vezes do âmbito de Hospital Escola que tem tudo que você precisa, já na realidade é só você e o paciente, então você tem que estar ciente, muitas vezes o paciente vai precisar que você faça aquilo na hora, vai precisar do seu conhecimento, dedicação e atendimento , isso infelizmente as vezes não acontece, mas tem muitos profissionais muito bons na UPA.

ArapuáMS: Mas você está sempre estudando? Sempre uma coisa nova que vem aparecendo.

Dr. Labib: Sempre, a porta do ponto socorro é uma caixinha de surpresas, a cada momento uma coisa extremamente diferente, que  muitas vezes você se equivoca, pensa, tenta, examina, vê e fala, vamos melhorar com a parte de exames, otimizar o meu raciocínio, pode ser essa patologia, você acaba vendo que com os exames ficando pronto pode ser outra patologia, medicina não é uma ciência exata.

ArapuáMS: Que momento você falou assim, eu tenho que estar na equipe do SAMU.

Dr. Labib: Ficava vendo o pessoal da faculdade, já tinha uma certa admiração, como trabalha, será que é só corre e corre de ambulância e ficava assistindo até mesmo aqueles filmes americanos, via aquele pessoal, paramédicos, atendimentos e senti vontade de fazer aquilo, conhecer o serviço, quero entender isso, desde a época da faculdade e quando sai da faculdade, falei, minha meta é chegar no SAMU, então é estudar, dedicar, fiz todos os cursos de urgência e emergência  para chegar a conseguir trabalhar no SAMU e foi quando veio o convite, para vim trabalhar no SAMU, comecei fazendo como plantonista.

Em outubro de 2015 comecei a trabalhar aqui, eu lembro até da data, quando ganhei meu uniforme, esse que estou usado foi meu primeiro uniforme, uso ele diariamente, quando comecei a fazer plantão, comecei a pegar gosto, uma paixão e via que esse serviço era extremamente importante, cada vez que ficava mais aqui, ficava mais de plantão, pegava os protocolos para ler, para estudar, aprendia com eles, via um curso diferente, ia para São Paulo, fazia o curso e via que esse que eu queria para a vida, isso que queria seguir para mim continuar trabalhando, é uma coisa que gosto e me sinto confortável em trabalhar.

ArapuáMS: Como que é o dia a dia?

Dr. Labib: Entro no serviço as sete horas da manhã e dependendo não tem hora de parar. Um dia a dia gostoso, principalmente a regulação.

ArapuáMS: O que é a regulação

Dr. Labib: Regulação é a parte de onde a une três classes ali, que são os  TARMs (Técnico Atendente de Regulação Medica), são atendentes que primariamente te atende por telefone, que precisam que você seja calmo, que você seja mais inciso e que você seja mais tranquilo em passar a situação do que aconteceu breve, como a localidade onde você está, ter a certeza da rua, o numero de uma casa, passe uma referência, esse atendimento é primordial, por que ele vai anotar, e quem vai passar é a pessoa que está solicitando esse socorro, prontamente depois que ele recolher esses dados, passam a ligação para mim,  o Médico Regulador, vou atender essa pessoa e dentre esse atendimento nos vamos coletar os principais dados dessa pessoas, o que está acontecendo, pode ser uma gravidade, uma situação, que preciso definir entre duas situações, qual unidade vai ser suficiente para atender completamente aquela pessoa, se foi um acidente de moto , verificar bem se o paciente está consciente, se está respirando, muitas vezes uma Unidade Básica não vai ser suficiente para o paciente, caso precise mandar uma Unidade Avançada, vou na ambulância,  saio daqui da base e, por que a pessoa precisa de um atendimento mais avançado.

ArapuáMS: Esse atendimento na ligação tem que ser rápido?

Dr. Labib: Quanto mais breve for essa ligação, mais rápido conseguimos acionar a ambulância, unir a equipe, em tempo mais hábil possível, nós precisamos está saindo da base, é o momento da correria.

ArapuáMS: E a pessoa lado outro lado não entende isso, que eles acham o do porquê de tanta pergunta, então você está passando o que procedimento essencialista.

Dr. Labib: Na verdade só estou perguntando para ele, para olhar para a vítima e ver que aconteceu com ela, para ver se só uma ambulância é necessária  ou se vai precisar de mais suporte do que apenas uma ambulância básica, se vai precisar de um suporte avançado, de uma UTI Móvel, com ventilador mecânico, com bomba de infusão com todos os aparatos que tem dentro de uma UTI, vou ter que levar todo esse suporte para ela, então preciso que a pessoa seja bem precisa, olhe o paciente se está consciente, está respirando, tem um sangramento extenso ao redor, tem sinal de fratura exposta, então observa bem o paciente, a situação, não movimenta, não toca no paciente, só olha para ele, por que ai vou mais ou menos colocando isso na minha cabeça, e o que eu vou fazer, vou organizando a equipe, nós já levamos inclusive o material, para chegar com tudo pronto e disponível para essa pessoa.

ArapuáMS: Isso em questão de quanto tempo esse atendimento da ligação até o local?

Dr. Labib: Olha, o deslocamento depende da distância. Assim que recebo a ligação, já peço para o Rádio Operador acionar a minha equipe, que vai prontamente se deslocando para a viatura, encerrou a ligação, vai deslocar qual? Pronto decisão vai liberar a Unidade básica ou vai a UTI móvel, esse é o norte que a gente tem, por isso que preciso dos dados do paciente, qual é o problema de deslocar uma ambulância avançada para uma situação leve, posso ter uma situação grave e  outra pessoa precisar dessa ambulância, essa pessoa vai ficar sem suporte, então não posso, então você tem que saber as informações, dependo das pessoas que estão em volta, me passar a situação verídica, perguntar as vezes para o paciente e perguntar, tudo bem? Está sentindo alguma coisa, está com dor em algum lugar, pergunta participa, ajuda fazer o papel mesmo de cidadão, de amigo, de cuidador, só me passa a situação que está acontecendo, ele vai ser atendido, com certeza,

ArapuáMS: Quais os horários de mais trabalho que a equipe de vocês tem?

Dr. Labib: São os picos, na verdade o serviço é 24hrs (vinte e quatro horas), o telefone toca toda hora vinte e quatro horas sem parar, rara as vezes que o telefone fica dez minutos sem tocar uma vez,  mas tem os momentos com mais ocorrência, os períodos da manhã, aquele pico que o pessoal está indo para o trabalho, está indo as vezes naquela correria para não chegar atrasado, acontece muito, hoje mesmo já aconteceu, no horário do almoço, aquele pico no horário de almoço, saindo e as vezes pega o ritmo do pessoal pegando as crianças na escola e pega aquele local que é mais movimentado, e acaba acontecendo o acidente, uma pessoa se machuca uma gravidade e sempre no final da tarde, então os picos de horário são os mais terríveis e principalmente aquele finalzinho da noite, que o pessoal já depois de sair do bar, já fez o uso de bebida alcoólica, o fim de festa ou situações que acontece a todo momento, fora isso ainda tem os pacientes que se agravam dentro de casa sem sair e ainda tem os pacientes das outras instituições que nós atendemos também, que vai procurar as vezes  os postinho e  as vezes é um paciente que precisa ser atendido no momento pelo SAMU, tem aquele paciente que está na UPA que precisa ser transferido para o hospital, tem aquele paciente que sofreu um acidente na rodovia, que nós precisamos ir atender na rodovia, então assim; tudo em volta de nós, o atendimento todo aqui.

ArapuáMS: Você falou de rodovia, qual é a abrangência da equipe do SAMU atendimento em Três Lagoas.

Dr. Labib: Nos temos um Raio de 50Km (quilômetros) de abrangência, mas em algum momento nos ultrapassamos, as vítimas precisam ser amparadas, já aconteceu de eu ir mais de cinquenta quilômetros, eram duas vítimas extremamente graves, e hoje elas estão bem, tenho foto com elas, me sinto bem eram duas pessoas que estavam precisando, hoje elas podem sentar na mesa com os filhos, com os pais, passar um domingo, não tivesse atendido?

ArapuáMS: Que sentimento fica, quando sua equipe chega e não consegue salvar esse paciente?

Dr. Labib: Sinceramente, a equipe vai engajada, animada, para resgatar a vida do paciente, então nos vamos com tudo, não corro, a minha velocidade dentro da cidade é só a importância com o meu paciente que está deitado, as vezes é essa impressão,  o SAMU só corre de lá para cá, NÃO, não corremos, importamos com quem está deitado, a gente chega no lugar, com a situação muito crítica, nós vamos tentar salvar a vida desse paciente de qualquer forma, tudo podemos fazer, que a medicina proporcionar para esse paciente nós vamos fazer, mas quando não acontece, no retorno já é aquele silencio na ambulância, aquela situação em que você fica pensando, é uma vida, é uma situação que você se machuca, você fica com aquilo na cabeça, poxa as vezes é um paciente jovem, então assim a ambulância no retorno  de uma ocorrência onde aconteceu uma fatalidade, é um completo silencio, na ida nós vamos animados em salvar, mas na hora do retorno em que não salvamos a pessoa, é aquele silencio todo mundo quieto, praticamente ninguém consegue expressar nenhuma situação, todo mundo quieto.

ArapuáMS: Como que é o respeito do trânsito, com a equipe do SAMU, quando vocês estão fazendo esse resgate?

Dr. Labib: São diversas situações, em Três Lagoas o pessoal é um pouco complicado na parte do transito, as vezes não tem aquela educação  disso ou nada, não vou generalizar,  mas muitas vezes a gente fica parado no semáforo, porque tem uma pessoa na frente que não abriu, não saiu da frente da ambulância, com a sirene ligada, muitas vezes a gente começa a gritar, sai  abre por fora, a pessoa não sai, não ouve, as vezes está no celular ligado, aconteceu da pessoa está no celular e a ambulância atrás e a gente gritando para o pessoal, até o motoqueiro vir e bater no vidro e pedir para tirar, para a gente passar. Foi uma situação complicada, como que uma pessoa não consegue ouvir uma sirene, para socorrer uma pessoa sofrendo lá no outro lugar, poderia ser ela, então as vezes assim nosso tempo que você ligou aqui até minha chegada lá, o SAMU demorou, saio daqui, qualquer ambulância consegue até chegar lá depende de todos esses obstáculos, até conseguir chegar no destino, levar todo esse suporte, levar a ambulância, levar equipe em segurança, para conseguir chegar, e isso são nossos condutores da ambulância que são excelentes profissionais, para mim, é a pessoa que me leva e me traz com segurança, o condutores socorristas são excelentes profissionais.

ArapuáMS: Quantos médicos têm na equipe?

Dr. Labib: Nós somos uma equipe de 20 (vinte), com alguns temos um convívio mais próximo, tenho amigos de infância que trabalham aqui comigo, a crescemos juntos, meus amigos, o Vitor Melão e o João Gabriel.

ArapuáMS: Em que momento você virou coordenador do SAMU?

Dr. Labib: Foi esse ano, teve uma votação no SAMU e fui eleito. A equipe votou nos candidatos para coordenação e fui eleito o mais votado.

ArapuáMS: Mudou para você por ser coordenador?

Dr. Labib: A coordenação para mim sempre foi uma novidade, uma coisa nova, às vezes a gente já acha que sabe, mas a verdade que não tem a absoluta certeza, como já estou no serviço praticamente 5 (cinco) anos, já conhecia bem a parte desse serviço, passou outros coordenadores conosco e aprendi bastante com eles, então chegou um momento de pegar a experiência de todos e aplicar aqui, não vou falar que estou sabendo tudo, eu ligo,  tenho amigos de fora coordenador de Campinas, amigo em Assis, ligo pra trocar ideias, para a gente complementar, conseguir melhorar nosso âmbito, nosso atendimento, tudo na questão de melhoria,  e graças a Deus nessa administração nós temos bastante apoio nessa parte, para ter melhoria,  tanto de veículo, de material, de aporte a gente está melhorando bastante , estou conseguindo fazer bastante coisa.

ArapuáMS: O que é o SAMU para você?

Dr. Labib: Uma vitória, ter conseguindo chegar até aqui, me sinto um vitorioso, hoje estou realizado.

ArapuáMS: Deixa uma mensagem para o jovem que está na faculdade, que está querendo chegar na Faculdade, mas não sabe o que escolher, o que pode falar sobre a medicina para esse jovem?

Dr. Labib: Aproveita a faculdade, dedica, é sua paixão, sua vontade, faz bem feito, estuda, se dedica, você vai precisar disso pode ter certeza, confia no teu esforço, conhecimento, pergunta, estuda, aperta seus professores, fala olha quero fazer isso, quero entender, acompanha, deixa a festa para lá, outros momentos vão ser momentos de você festar, vai estudar  realmente a uma coisa que é muito importante, você vai precisar e você vai ser grato nesse momento.

ArapuáMS: Três Lagoas para você?

Dr. Labib: Uma paixão, amo minha cidade, aqui tem tudo, meus avós  nasceram e foram criados aqui , mesmo pais nasceram e foram criados aqui, minhas filhas nasceram, e vão ser criadas aqui, Três Lagoas é bom demais, tem uma das minhas maiores paixão que é a pesca esportiva, sou apaixonado em pesca esportiva do tucunaré.

ArapuáMS: Seus momentos de lazer e você ainda vai consegue pescar?

Dr. Labib: Eu vou pescar, tenho uma carga horaria de 100 (cem) há 120 (cento e vinte) horas por semana, ainda tenho meu momentinho de lazer, deu um tempinho escapo para o rio.

ArapuáMS: A saúde do Brasil, que você acha ainda falta para ela melhorar?

Dr. Labib: Sinceramente no tudo, incentivo, não incentivo  financeiro, e sem motivacional, um profissional motivado com pouco ele faz muito, as vezes não tem nada, mas ele faz tudo que tem disponível, um profissional mal motivado, mesmo que tenha tudo e não vai fazer nada por você, então saúde no Brasil falta motivação.

ArapuáMS: Família?

Dr. Labib: Tudo, Deus, família e trabalho.

Meu pai Labib Jorge Tabox Junior (pecuarista); mãe Jonilmar Coelho de Freitas, de famílias tradicionais, se casaram muito jovens.

Meu pais trabalham comigo na minha clínica, me ajudam na da administração, ajuste, coordenação, eles parecem que se desdobram em mil.

Dessa união nasceram Rafaela de Freitas Tabox, Labib Jorge Tabox Neto e  Vinicius de Freitas Tabox (médico).

ArapuáMS: O porque da Clinica Popular de Três Lagoas?

Dr. Labib: É um sonho de época da faculdade, construir minha clinica junto com meu irmão, ter o nosso lugar onde cuidar do nossos pacientes, aplicar uma medicina humanizada, seguindo os padrões diferente do que habitualmente que a gente consegue aplicar na clínica, onde pudesse oferecer tudo que o paciente precisa, laboratório para colher exames e processar na hora, um raioX para o momento de mediato, com um resultado com tempo hábil, sem demora,  então assim consigo fazer um atendimento do paciente, em questão de uma hora com o resultado.

Quero agradecer a toda as pessoas que fizeram parte do meu crescimento, a família, amigos, meus colegas de profissão, só tenho a agradecer, a equipe de coordenação do Samu em nome do Tiago e Erik  que tentamos fazer o melhor para a população, a minha equipe médica do Samu, que é sensacional, pessoas de um grande conhecimento técnico para fazer um bom atendimento, obrigado pelo apoio de vocês tento fazer o melhor para nós.  Não só nós médicos, somos uma equipe de classe profissionais que fazem com que o SAMU funcione, e sem eles não somos ninguém, a soma de classe profissionais faz com que o serviço flua muito bem, e assim conseguimos chegar no êxito.

Dr. Labib Jorge Tabox Neto o “Amor” pelo SAMU

Dia 18 de outubro, Dia do Médico e o ArapuaMS destaca o trabalho do Coordenador Médico do SAMU – Dr. Labib Jorge Tabox Neto de 31 anos que faz a diferença em Três Lagoas e região, nos salvamentos diários em prol da nossa população, médicos esses que são nossos anjos.

Publicado por Portal de Notícias ArapuáMS em Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

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