Por Paparazzi News - Fotos: Roni Willer

Conforme o site Paparazzi News, o corpo do empresário Renato Bastos Ottoni, 62 anos, acusado de matar a tiros a ex-companheira Halley Coimbra Junqueira, 35, foi encontrado nesta terça-feira (16), no interior de um automóvel, em uma área rural de Castilho. O Chevrolet Cruze estava a poucos metros de uma pista de pouso, onde se matou com um tiro na cabeça.

Ottoni foi encontrado sozinho no veículo, com um revólver e um bilhete, onde constava seu nome e o endereço de familiares no Rio de Janeiro. A polícia suspeita que, depois de assassinar a ex-companheira, no domingo (14), em Três Lagoas, ele tenha fugido no veículo para Castilho, cidade onde morava, e seguiu para pista de pouso, de onde seguiria de avião para o Rio.

O carro estava com os quatro pneus atolados. A polícia acredita que, como não conseguiu tirar o veículo do barro, decidiu se matar ali mesmo em vez de fugir. O corpo foi encontrado por um rapaz de 18 anos e uma criança de 8, que caminhavam pelo local.

ESPANCAMENTO

Ottoni e Halley tiveram um relacionamento que durou sete anos. A separação aconteceu há cerca de dois meses, depois que ele teria espancado a enteada de 15 anos, filha de Halley. O casal tinha duas meninas, de 3 e 6 anos.

Como a guarda das duas crianças era compartilhada, o empresário, que não aceitava o término do relacionamento, ficou com elas no último fim de semana. No domingo, levou as meninas de volta à casa da ex-companheira, no Jardim Santa Júlia, em Três Lagoas, e pediu um copo d’água. Halley foi pegar, quando ele sacou um revólver de calibre 38 e atirou três vezes. Ferida na cabeça, nuca e costas, a mulher morreu na cozinha da residência.

As três crianças conseguiram fugir do local e não sofreram ferimentos. Ottoni também fugiu. As polícias do Mato Grosso do Sul e São Paulo se uniram e chegaram a pedir ajuda da população para tentar encontrá-lo.

PÉ NO ACELERADOR

A investigação terminou nesta terça, quando o corpo do empresário foi encontrado. Ele morreu com o pé no acelerador e o ar-condicionado ligado, fazendo com que o carro ficasse sem combustível e a bateria descarregasse.

Para retirar o Cruze do atoleiro, foi necessária a ajuda de um trator enviado pela Prefeitura. Também foi preciso colocar combustível e fazer uma ligação em paralelo com outra bateria (chupeta) para que o motor pegasse.