Heleyne Cristina lembra dia de Finado

Heleyne Cristina lembra dia de Finado

Sei que muitos corações já estão entregues mais fortemente à dor e à saudade, por lembrarem a data de finados, que faz com que se recordem dos seus que estão do outro lado da vida.
Quantas velas serão acesas, enquanto o faminto pede a caridade de um pão…
Quantas flores expostas, na tentativa de indicar a posição social de cada um…
Quantas flores, arrancadas do lar de suas vidas, estarão debruçadas no túmulo, apagando-se, em perfume e cor…
Quantas lágrimas, jogadas no chão da revolta…
Quantas palavras mal dirigidas a Deus…
Estou lembrando tudo isso, para pedir a todos os meus, me recordarem da forma que estou, fora do corpo mais pesado, mas preocupada com a dor que conheço e pensando conhecer mais de perto, aquelas outras que alguém me falou…
Assim, Mãe Elzi  pai Luiz, tudo o que possam entregar ao túmulo, lembrando da filha, seja direcionado àqueles que necessitam e que, hoje para mim, não trará benefício algum.
A separação não nos tirará o calor fraterno, porque entendemos que somos filhos e pais pelo amor, não somente pela presença do corpo.
Heleyne Cristina Garcia Correa / Psicografia de Celso de Almeida Afonso
Uberaba-MG Centro Espirita Aurélio Agostinho 31 de Outubro 1.987