Júri condena a 13 anos, homem que matou e ocultou corpo da...

Júri condena a 13 anos, homem que matou e ocultou corpo da esposa em Fazenda de Três Lagoas

Por: HojeMais

Luciano foi condenado pelos jurados a 13 anos de prisão, mais 10 dias multa a serem cumpridos inicialmente em regime fechado (Foto: Albecyr Pedro/Hojemais)

Luciano Nunes de Brito, de 42 anos, foi condenado na tarde desta quarta-feira, (7), através de Júri Popular no Fórum de Três Lagoas, a 13 anos de reclusão e 10 dias multa a serem cumpridos em regime inicialmente fechado, pelo crime de feminicídio e ocultação do cadáver da esposa, Vanda Júlio Braga, de 42 anos, em uma fazenda localizada a 100 quilômetros de Três Lagoas, dia 10 de fevereiro do ano passado.

De acordo informações apuradas no dia do crime, a vítima foi enforcada com uma corda de nylon por Luciano, que confessou o crime a polícia e acabou preso um dia depois.

Na ocasião, a filha da vítima, de 19 anos, foi até a delegacia de Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrências pelo desaparecimento da mãe.

Luciano contou aos familiares, que teria discutido e depois agredido a esposa com um tapa no rosto, e que ao retornar para almoçar depois do trabalho, não a encontrou mais em casa.

Todos suspeitaram da história contada, já que Vanda saiu sem levar dois itens; os medicamentos que usava frequentemente, e a motocicleta.

Luciano e alguns familiares então se dirigiram ao Batalhão da Polícia Militar para pedir ajuda, porém ao ser indagado entrou em contradição, e acabou confessando o crime.

Na delegacia, contou que discutia com a companheira na manhã da data do crime, quando ela pegou uma faca e ameaçou tirar a própria vida. Luciano relatou que neste momento impediu a ação da esposa, mas que a enforcou com uma corda de nylon.

Conforme revelou, no ato de desespero colocou o corpo da vítima em um saco e utilizando uma máquina agrícola com uma escavadeira menor, a levou até o local próximo da fazenda onde moravam e a enterrou em uma cova de mais de um metro de profundidade, e depois camuflou com alguns galhos de árvore.

O delegado da Polícia Civil que estava de plantão na época, Fernando Casati, acompanhado de um perito e uma equipe da Polícia Militar foi até o local indicado pelo acusado e, após algumas horas de escavação encontrou o corpo da vítima com a mesma corda utilizada para matá-la.