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Mãe de gêmeas siamesas fala pela primeira vez sobre o caso

Ainda se recuperando da cirurgia, onde foi submetida à realização de uma cesariana para retirada das gêmeas siamesas nascidas na última terça-feira, dia 25, Genifer Rezende Viana, 21 anos, recebeu a reportagem do regiaonoroeste.com, na noite desta quinta-feira, para esclarecer pontos durante a gestação e boatos sobre o fato que ganhou repercussão nacional.

Mãe de uma criança de três anos, a jovem foi pega de surpresa com um diagnóstico inédito e desafiador para a medicina de Fernandópolis e São José do Rio Preto. A descoberta concreta de que estava gerando gêmeas siamesas pegou toda a família de surpresa, principalmente a junta médica que realizava o acompanhamento pré-natal.

No período de cinco para seis meses, houve a confirmação concreta de uma anomalia e a partir desse momento, iniciou-se uma maratona de exames médicos e deslocamentos até o Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto.

Ela conta que diversos ultrassons e ressonâncias magnéticas foram feitas e o caso começou a ser estudado mais a fundo, com possibilidades limitadas de que as crianças pudessem sobreviver durante a gestação ou após nascimento.

Diante do fato, Genifer teve orientação médica para que o parto fosse antecipado dentro de um período seguro para evitar também risco de causar a própria morte dela. O caso foi parar na Justiça de Fernandópolis, com pedido de antecipação da cesariana.

A Justiça negou a antecipação do parto, já que havia possibilidade de um tempo maior para que a formação das gêmeas fosse concluída dentro do período de nove meses. Genifer negou que pretendia realizar um aborto ou qualquer procedimento que viesse a prejudicar as filhas, desmentindo boatos. “Fiquei um pouco chateada com a circulação da foto das minhas filhas nas redes sociais”, disse.

Diante dos fatos, a família se programou para realizar o parto no Hospital da Criança e Maternidade, mas com dois dias de antecedência, a bolsa se rompeu e Genifer entrou em trabalho de parto, sendo necessária uma intervenção cirúrgica na Santa Casa de Fernandópolis na ultima terça-feira.

Os bebês receberam os primeiros atendimentos médicos e rapidamente foram encaminhados ao HCM onde continuam internadas na Unidade de Terapia Intensiva – UTI – em condições estáveis, mas com evolução clínica favorável.

Durante todo o período de gestação a família, amigos e o casal Genifer Viana e Maicon Douglas, se envolveram na situação e viveram em prol da possibilidade de sobrevivência dos bebês. Os poucos recursos financeiros da família acabaram sendo usados no deslocamento até o HCM, sendo impossível a conclusão de enxovais e a compra de outros utensílios necessários para acomodação dos bebês.

Ainda em recuperação da cirurgia, Genifer, que já havia sido acolhida pela sogra Rebeca em uma casa no bairro Jardim Paraíso em Fernandópolis, sonhava com a independência familiar, mas até mesmo dinheiro reservado para pagar o aluguel de outra casa, acabou sendo gasto durante a gestação.

Com a incerteza de que as meninas fossem sobreviver, o casal não conseguiu constituir recursos para compra de berços, fraldas, roupas e outros objetos que serão necessários para o desenvolvimento das crianças.

Ela e a sogra Rebeca seguem para São José do Rio Preto para visitar as gêmeas, ainda internadas na UTI. Genifer contou à reportagem que viu os bebes rapidamente após o parto e que espera ansiosa por um reencontro nesta sexta-feira. A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Fernandópolis também está engajada em ajudar a família, disponibilizando transporte até o HCM. No retorno, agentes de Saúde darão suporte médico.

O pai, Maicon Douglas, continua acompanhando a evolução das filhas em Rio Preto. Autônomo e sem garantias de recursos financeiros, passa por necessidades.

A família não se sente envergonhada da situação, pelo contrário, esperançosos de que enfrentarão essa etapa da vida com as meninas sendo cuidadas em casa.

SERVIÇOS:

Doações e ajudas com alimentação, utensílios e enxovais o para os bebês, além de fraudas do tamanho “P”, poderão ser doados diretamente a família que mora no bairro Jardim Paraíso.

O contato via telefone pode ser feito por meio do número 17 99106-0055.

Por regiaonoroeste.com

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