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MS perdeu 112 leitos pediátricos do SUS nos últimos oito anos

Mato Grosso do Sul perdeu 305 leitos do SUS em oito anos, segundo levantamento feito pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). A maior especialidade afetada por essa queda foi a pediátrica, que nesse período teve 112 vagas a menos.

Atualmente o estado conta com 3.550 leitos de internação pela rede pública de saúde contra 2.061 particulares, 45 a menos que há oito anos.

Os dados foram compilados a partir do Cadastro Nacional de Estabelecimentos do Ministério da Saúde entre 2010 e 2018. Para o CFM, eles refletem a má gestão de recursos destinados ao setor, já que a fila de pacientes precisando desse tipo de serviço tem aumentado.

A segunda maior perda de vagas em Mato Grosso do Sul foi registrada nos centros cirúrgicos, que tiveram 98 leitos a menos. Conforme o levantamento, nesse período foram desativadas 49 unidades de internação clínicas, 58 obstétricas e 47 de outras especialidades.

O único aumento que o estado teve no SUS foras as vagas para os chamados hospitais dia, que oferecem cuidados ambulatoriais por um período menor que 12 horas, não requerendo estadia durante a noite.

Em Campo Grande, a quantidade de leitos pela rede pública despencou de 1.439 para 1.226 entre 2010 e 2018, o que resulta em uma queda de 213 vagas. A construção de dois novos hospitais na cidade, por outro lado, fez o número de unidades particulares saltar de 974 par 1.020.

Na Capital a maior queda foi registrada nos leitos cirúrgicos, que perderam 97 vagas nos últimos oito anos. Nesse período a cidade teve queda de 61 leitos obstétricos, 14 clínicos, 35 pediátricos e 20 de outras especialidades, enquanto as unidades do hospital dia cresceram de 49 para 63.

Em todo o país, 22 estados e 18 capitais brasileiras perderam leitos nos últimos oito anos. Só no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, 9.569 mil leitos foram desativados desde 2010. Na sequência, aparece São Paulo (-7.325 leitos) e Minas Gerais (-4.244). Na outra ponta, apenas cinco estados apresentaram evolução positiva no cálculo final de leitos SUS: Rondônia (629), Mato Grosso (473), Tocantins (231), Roraima (199) e Amapá (103).

O Ministério da Saúde argumenta que a redução do número de leitos hospitalares segue uma “tendência mundial”, que se justifica pelo fortalecimento da atenção ambulatorial ou domiciliar.

Por Campo Grande News

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