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Transportadoras de MS apoiam greve nacional contra aumentos no diesel

Empresas transportadoras de Mato Grosso do Sul irão aderir ao movimento nacional agendado para a próxima segunda-feira (21) contra a carga tributária sobre o diesel. Entretanto, a orientação à categoria é para que os veículos permaneçam nas garagens, sem bloqueios na estradas.

A alta de R$ 0,40 no preço do óleo diesel nas últimas semanas impulsionou mais esta greve no setor de transportes, que deve acontecer em estados como Paraná, Mato Grosso, Bahia e Minas Gerais.

Em nota divulgada neste sábado (19), o Setlog MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul) comunicou seu posicionamento em relação à paralisação de amanhã.

“A sociedade tem sido prejudicada com a política de reajuste de combustível da Petrobras. Nós, cidadão, estamos pagando através do alto custo dos combustíveis em virtude dos escândalos de desvios de verbas acontecidos na Petrobras”, informa o texto, assinado pelo presidente da entidade, Cláudio Cavol.

Entretanto, a nota reforça o apoio à paralisação pacífica dos caminhoneiros autônomos, repudiando atitudes que impliquem no direito de ir de vir do cidadão, solicitando que os veículos fiquem nas garagens, para evitar transtornos nas estradas.

“A atual política de precificação da Petrobras não reflete os preços praticados no mercado internacional. Não nos resta opção. Esperamos que o Governo atenda a essa justa reivindicação”, finaliza.

Mesmo entendimento tem Valcir Francisco da Silva, presidente da Cootrapan (Cooperativa de Transportes do Pantanal). “A partir desta segunda-feira, teremos uma noção melhor do impacto da paralisação. Algumas empresas de transporte não darão ordem de carregamento”, disse.

Até o momento, segundo Valcir, não estão previstos bloqueios nas estradas no estado, mas se forem aprovados, irão contemplar somente caminhões, e não ônibus, veículos de passeio, com carga viva e ambulâncias.

De forma geral, no País, os motoristas têm sido convocados a aderir ao movimento por meio de mensagens nas redes sociais, principalmente, pelo WhatsApp. O descontentamento com o custo dos combustíveis atinge todos os trabalhadores, mas é incerto qual vai ser o tamanho e o impacto da greve.

Até o fechamento desta reportagem, equipe não conseguiu fazer contato com representantes do Sindicargas/MS (Sindicato dos Trabalhadores no Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul).

Reivindicações – Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).

Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) chegou a protocolar ofício junto à Presidência da República exigindo a adoção de medidas que reduzam a incidência de impostos sobre os preços dos combustíveis, sobretudo o óleo diesel. O prazo para que se abra negociação termina neste domingo (20).

Por Campo Grande News

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