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Três-Lagoense precisa de ajuda para fazer cirurgia de 170 mil de doença rara

Milena Alves Moreira de 40 anos, moradora do bairro Vila Nova em Três Lagoas, precisa fazer uma cirurgia de alto custo e de urgência.

Moradores de Três Lagoas, estão se mobilizando nas redes sociais e se comovendo com a situação de saúde a qual Milena vem passando, ela precisa fazer uma cirurgia de HIPEC, cirurgia de alta complexidade para combater um tipo raro de câncer localizado no peritônio, membrana que recobre a região do abdômen.

A cirurgia custa R$ 170,000,00 (cento e setenta mil reais), e por ser de alta complexidade HIPEC ainda não é coberta pelo SUS, Milena está tentando arrecadar o valor para fazer a cirurgia no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo.

Quem puder ajudar com qualquer quantia, vamos deixar as contas bancarias:

Em nome de Milena Alves Moreira – Banco Santander 33, agencia 3337 – Conta Corrente: 010006751/CPF: 796.370.431-87.

Ou também no UNIPRIME – Banco do Brasil 001/Agencia:3496-7, conta corrente 187585/CPF:796.370.431-87.

Milena  filha de Ozear, muito conhecido na cidade. E prima de Ivanir Batista – Presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Três Lagoas.

Vamos arrumar nossa moradora a viver, pedidos a ajudar de todos nossos seguidores.

Ivanir Batista deixar a seguinte mensagem “quem puder colaborar com qualquer quantia será muito bem-vindo ..e ser for de coração…que Deus te recompensa em bênçãos…desde já agradeço muito… Quem não puder colaborar. Colabore com orações e pensamentos positivos, já é uma grande ajuda..bjos🙏🏻🙏🏻❤”.

SOBRE A DOENÇA

Conforme nossa reportagem pesquisou a HIPEC é uma cirurgia, após a descoberta do Mesotelioma Peritoneal Maligno, um tumor raro com uma incidência anual de 1 a 2 casos por milhão de habitantes/ano, que se inicia na própria membrana peritoneal. “A doença acomete mais frequentemente a pleura e o sexo masculino em uma proporção de 2 por 1, sendo 2/3 dos casos em pacientes entre 50 e 60 anos.

Como fator de risco identificado até o momento para a doença pleural, temos a exposição ao amianto, material amplamente utilizado no século 20 e que hoje é proibido em vários países e em alguns estados brasileiros”, explicou o médico oncologista Cezar Augusto V. Galhardo do Hospital do Câncer de Campo Grande no Mato Grosso do Sul.   Segundo o médico, os sintomas são inespecíficos como: dor abdominal, aumento do volume abdominal e inapetências (perda do apetite). O diagnóstico geralmente é tardio, resultado de uma longa investigação e curso insidioso. O único tratamento curativo existente no momento, sendo recomendado e aceito pelo Conselho Federal de Medicina é a Cirurgia Citorredutora com HIPEC, com chances de sucesso maiores do que 50-70%. Tratamentos alternativos com quimioterapia sistêmica e cirurgias paliativas são aceitos apenas em casos que os pacientes não suportem a HIPEC.

Peritônio

O peritônio é uma membrana que reveste tanto a parede quanto as vísceras, tendo como funções a de diminuição do atrito entre as vísceras, sustentação e defesa. Como é muito porosa e rica em vasos sanguíneos, é um local frequentemente acometido por câncer, seja ele primário (originando no próprio peritônio) ou secundário (proveniente de outros órgãos como ovário, intestino, pâncreas, etc).

Sobre a HIPEC

Um grupo de pesquisadores iniciou este tratamento nos EUA e Europa com objetivo de exterminar a doença peritoneal através de uma cirurgia em que se retira todo o peritônio e órgãos acometidos pela doença, seguido por uma quimioterapia quente (40 a 43ºC) intra-abdominal na hora da cirurgia com proposta de exterminar qualquer pequena célula maligna que possa ter restado.

A “Cirurgia Citorredutora com HIPEC (Hipertermo Quimioterapia Intraperitoneal)”, passou por diversas modificações até atingirmos o formato atual. Nosso primeiro caso em 2016 culminou com a reunião do grupo de estudiosos que realizam esta cirurgia no Brasil, no ano passado, e desde então passamos por diversas atualizações e discussões com formação do protocolo atual, utilizado na América Latina. Hoje formamos uma das 86 equipes da America Latina pertencentes a este grupo, com reuniões e discussão dos casos quase em tempo real, com objetivo de aprimorar ainda mais a técnica e termos resultados cada vez melhores”, disse o Dr. Cezar.

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