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Warner Bros. emite comunicado sobre violência associada ao Coringa

Coringa promete ser um dos mais comentados filmes da temporada, não somente devido à atuação de Joaquin Phoenix como também pela caracterização do personagem. Isso porque o Palhaço do Crime sempre está atrelado a interpretações conturbadas, e o novo longa reacende a discussão sobre até que ponto ele pode influenciar a violência na sociedade.

O próprio Joaquin Phoenix abandonou uma entrevista ao ser perguntado a respeito disso, e o diretor Todd Phillips teve que lidar também com questionamentos sobre o impacto de um cidadão que talvez encontre prerrogativas para sair por aí “se vingando” contra o mundo, diante das mazelas que sofreu em comunidade ao longo da vida.

Não demorou até que muita gente se lembrasse do massacre que resultou em 12 vítimas fatais e 70 hospitalizados, durante a projeção de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, em 2012. Na ocasião, o autor dos disparos, um rapaz com o cabelo pintado de laranja, dizia ser o Coringa.

“Pedimos que você use sua plataforma e influência maciças para se juntar a nós em nossa luta para construir comunidades mais seguras com menos armas. Estamos pedindo que você faça parte do crescente coro de líderes corporativos que entendem que têm uma responsabilidade social para nos manter a salvo”, dizem parentes dos mortos em uma carta aberta. Embora não tenha movimentado um boicote, o grupo destaca que essa “história de origem” pode afetar algumas pessoas.

Resposta da Warner Bem, tanto Phoenix quanto Phillips dizem acreditar que o público sabe distinguir o “bem” do “mal”, e a sala onde aconteceu o incidente em 2012, em Aurora, não vai exibir Coringa. “A violência armada em nossa sociedade é uma questão crítica, e estendemos nossa mais profunda simpatia a todas as vítimas e famílias afetadas por essas tragédias”, diz o comunicado da Warner Bros.

“Nossa empresa tem uma longa história de doações para vítimas de violência, incluindo Aurora, e, nas últimas semanas, nossa empresa-mãe se juntou a outros líderes empresariais para convidar os formuladores de políticas a promulgar legislação bipartidária para lidar com essa epidemia”, complementa.

A companhia também afirma que é necessário haver “reflexões difíceis” como o longa propõe. “Ao mesmo tempo, a Warner Bros. acredita que uma das funções da narrativa é provocar conversas difíceis sobre questões complexas. Não se engane: nem o personagem fictício Coringa, nem o filme, é um endosso de qualquer tipo de violência no mundo real. Não é a intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio manter esse personagem como um herói.”

Canaltech

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